Ao permitir que o problema seja descoberto cedo, ele aumenta as chances de um tratamento mais eficaz e de um melhor resultado para o paciente, pois a saúde dos rins pode ser perdida de forma irreversível se não for cuidada a tempo.
Este invento constitui um teste rápido e inovador para detectar e acompanhar possíveis lesões renais, sendo um grande avanço, pois a doença renal é um problema crescente: cerca de 13 milhões de brasileiros já convivem com algum grau dessa condição, e esse número aumenta aproximadamente 10% a cada ano. Este novo método funciona de uma forma semelhante aos conhecidos testes de gravidez, usando a urina para encontrar sinais de alerta. O grande diferencial é que, em vez de olhar apenas para a albumina (uma proteína que só aparece na urina quando o dano nos rins já está avançado), este teste busca por proteínas muito específicas que vêm dos próprios rins, como a nefrina, podocina, WT-1 e megalina. Essas proteínas são importantes porque elas são liberadas quando as partes essenciais dos rins (chamadas podócitos e túbulos renais, que filtram o sangue e reabsorvem substâncias) começam a ter problemas. A presença delas na urina é um sinal de alerta precoce, que aparece antes mesmo da albumina, permitindo que o problema seja identificado quando ainda há tempo para agir, já que o dano renal pode se tornar irreversível.
Tecnologia Médica
BR1020200142518
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
UFRN
Adriana Augusto de Rezende
UFRN
Karla Simone Costa de Souza
UFRN
Marcela Abbott Galvão Ururahy
UFRN
Ony Araújo Galdino
Iago de Souza Gomes
José Bruno de Almeida
UFRN
César Endrigo Silva de Andrade
Maurício Galvão Pereira
Pedido de Patente em análise.
Ao permitir que o problema seja descoberto cedo, ele aumenta as chances de um tratamento mais eficaz e de um melhor resultado para o paciente, pois a saúde dos rins pode ser perdida de forma irreversível se não for cuidada a tempo.
O teste busca por proteínas específicas que são indicadores de lesão renal muito antes da albumina aparecer na urina. Isso é crucial, pois quando a albumina é detectada, o dano nos rins já pode estar avançado.
Ele é mais sensível e específico do que os testes de urina tradicionais que olham apenas a relação albumina/creatinina. Isso porque essa relação pode ser alterada por coisas comuns como comer muita proteína, fazer exercícios intensos, estar estressado, com febre ou alguma infecção.
O teste é feito na urina, o que significa que é totalmente não invasivo (não exige agulhas ou procedimentos dolorosos) e oferece resultados em pouco tempo.
Permite identificar possíveis problemas nos rins em uma fase inicial e também serve para monitorar a evolução da doença, o que é fundamental para um tratamento mais eficaz.

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